23 de abril de 2018 - 18:37

Política

14/03/2018 09:48

Vereador desabafa e declara guerra contra facção 'Comando Vermelho'

Atualmente 26 bairros de Cuiabá estão sendo investigados devido supostas denúncias feitas na Polícia

Muvuca Popular

 O vereador por Cuiabá, Marcos Veloso (PV) declarou guerra contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV), que tem aterrorizado a população com vídeos de torturas contra supostos criminosos. O desabafo do parlamentar foi na manhã desta terça-feira (13), em plenário da Câmara Municipal, após mais um vídeo ser veiculado pelo grupo, mas desta vez dentro de uma escola pública.

Durante o encontro ele usou o artigo 144 da constituição, que diz que segurança pública é um dever do estado, direito e responsabilidade de todos, para expressar sua indignação pela atual realidade vivida pelo estado de Mato Grosso, e reforçou o dito popular que segurança pública é obrigação.“Vou envergar junto com minha instituição, junto com meus colegas, um enfrentamento direto a esta organização criminosa, na nossa Capital”, declarou. 

O delegado firmou um compromisso com a sociedade de colocar a própria vida em defesa das famílias mato-grossenses. Ainda destacou, que vai se unir com os colegas de profissão, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar para combater a organização criminosa que vem agindo em todo o estado, se colocando acima da “Polícia”.

Veloso disparou que agora é guerra contra a facção. “Ela vai pinchar em muros de outro lugar, mas nós, iremos pinchar o coração deles. A legislação da nossa pátria, o Estado, não pode está abaixo de nenhuma facção criminosa, bandido bom, é bandido morto”, desabafou. 

Diversos vídeos com ritual de torturas tem circulado diariamente pelas redes sociais e aplicativos de celular. A cessão de crueldades inclui braços decepados, dilacerados por marretas, pernas e braços quebradas, e na maioria das vezes, a vítima “toma um salve”, como é chamado pelos criminosos, uma espécie de “espancamento”.

O delegado lembrou de uma denúncia feita por um colega de profissão, delegado Hélio Luz, atuante da Cidade do Rio de Janeiro, que na época, ninguém deu atenção. Mas anos depois, um documentário foi feito para mostrar a triste realidade do crime organizado naquela cidade. E logo depois, um Ministério da Segurança Pública foi criado para enfrentar uma organização criminosa na região, e defender a nação conta o inimigo externo. 

 O representante da Polícia lamentou a situação vivida pelo Estado. “Não é essa a estrutura que eu quero ver aqui, nessa Cuiabá que me acolheu há 30 anos atrás,  quando aqui aportei para ser um policial” disse ele.

Durante o depoimento, também enfatizou que quando o estado negligência na estrutura, seja federal, estadual ou municipal, alguém tem culpa. O que não pode aceitar, segundo ele, é que qualquer cidadão de bem possa aceitar que uma pessoa embaixo de uma balaclava impor regras e dizer que manda mais que a polícia. “Nós já vivemos o ano de chumbo nesse país, já saímos de um estado de exceção”, emendou ele, ao pedir apoio de colegas para impedir que a facção ponha leis na Capital.

De acordo com ele, atualmente 26 bairros de Cuiabá estão sendo investigados devido supostas denúncias feitas na Polícia. Nós temos um compromisso com nossa sociedade, peço licença a vocês, vô trocar a gravata e meu paletó, pelo meu colete a provas de balas, e os meus equipamentos, e irei enfrentar essa organização junto com os meus colegas da ativam porque eu sou delegado da “ativa”, discursou


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